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junho 28, 2009

Caderno do Lasneaux

Vou falar resumidamente (haha, palhaço ¬¬) sobre as doenças do sistema cardiovascular e colocar o caderno com a parte de digestão, até porque é meio auto-explicativo e eu to sem tempo aqui. Vou começar por digestão, depois falo de infarto e hipertensão.

Digestão é quebrar (hidrólise) dos alimentos em frações menores para a obtenção de nutrientes para o funcionamento do organismo. A digestão é composta de uma parte física (muscular) e de uma parte química (enzimática). Enzimas são proteínas catalisadoras que se ligam a substâncias facilitando sua quebra/formação. Cada enzima tem uma geometria tridimensional específica para o substância que catalisa. Quando uma proteína, seja ela uma enzima ou não, muda para um meio com mudanças bruscas de temperatura ou acidez (pH), ela sofre deformação em sua forma 3D, perdendo sua função (dá-se a esse processo o nome de desnaturação protéica). É importante entender a desnaturação para perceber o porque que certas enzimas só tem ação em certos estágios da digestão.

Vejamos agora a anatomia do sistema digestório. O sistema é composto pelo tubo digestório (caminho por onde passa a comida) e pelo órgãos anexos (que trabalham na fabricação de enzimas para facilitar o processo de digestão).
  • Tubo digestório
  1. Boca
  2. Faringe
  3. Esôfago
  4. Estômago
  5. Intestino Delgado (subdividido em duodeno, jejuno e íleo)
  6. Intestino Grosso (cólon)
  7. Reto
  8. Ânus
  • Órgãos anexos
  1. Fígado
  2. Pâncreas
  3. Vesícula Biliar
  4. Glândulas Salivares
A digestão, como vimos, divide-se em mecânica e química. Da mecânica participam os músculos mandibulares (mastigação), a língua e a garganta (deglutição) e os musculos involuntários do tronco, responsáveis por fazer a comida descer pelo tubo (movimentos peristálticos). Na parte química, temos uma fase para cada órgão do tubo, nos quais são utilizadas enzimas específicas para substâncias específicas:


  • Boca (ph ≈ 7,0)
A saliva, produzida nas glândulas salivares e que tem principalmente a enzima ptialina, é jogada no alimento. A quebra do amido é iniciada pela ptialina, que transforma o amido (cadeia carbônica enorme) em um dissacarídeo, a maltose (substância menos complexa, composta de duas moléculas de glicose.

  • Estômago (ph ≈ 2)
O suco gástrico, composição de enzimas produzida no estômago, é uma mistura de ácido clorídrico e enzimas como a pepsina, responsável pela quebra de proteínas - gerando, como produto, peptídeos. A esse processo, dá-se o nome de protease gástrica (protease = quebra protéica).

  • Duodeno (ph ≈ 8)
  1. O suco entérico ou intestinal é composto de enzimas como a peptidase (quebra peptídeos em aminoácidos) e as dissacaridases (quebra dissacarídeos em estruturas menores, como os monossacarídeos). Alguns dos dissacarídeos quebrados são: a maltose (quebrada em duas moléculas de glicose), a sacarose (quebrada em uma glicose e uma frutose) e a lactose, presente no leite (quebrada em uma glicose e uma galactose)
  2. O suco pancreático, proveniente do pâncreas, é cheio de enzimas, tais como: a amilase (para terminar a quebra do amido, iniciada na boca), tripsina e quimiotripsina (proteases para a quebra de proteínas) , lipases (para a quebra de lipídios - gorduras) e nucleases (DNAses e RNAses para a quebra de ácidos nucléicos, formando nucleotídeos).
  3. A bílis, formada no fígado, é uma emulsão de gorduras (sem enzimas) que ajuda na absorção de nutrientes na região do jejuno e do íleo. A absorção acontece nas microvilosidades das células. [Microvilosidades são dobras regulares nas membranas das células que aumentam a região de contato e aderência entre as células, ajudando na coesão do tecido e na absorção de nutrientes.]
  • Intestino grosso
Fim da digestão e formação dos dejetos/ resíduos digestivos (vulgo: bosta).



Um pouco sobre lisossomos e digestão intracelular que eu não detalhei muito bem no do Fadul:

Lisossomos são pequenas vesículas que contém enzimas digestivas de todos os tipos. Essas enzimas digerem material que a célula engloba e, ocasionalmente, elementos da própria célula.

As enzimas lisossômicas são produzidas no retículo rugoso, passam para o complexo de Golgi, onde são empacotadas e liberadas na forma de vesículas ( lisossomos primários). Quando uma partícula de alimentos é englobadas por endocitose, forma-se um vacúolo alimentar, um ou mais lisossomos fundem-se no fagossomo despejando enzimas digestivas nele, assim forma-se o vacúolo digestivo e as moléculas provenientes da digestão se fundem no citoplasma. O vacúolo cheio de resíduos é chamado de vacúolo residual.

Funções dos Lisossomos:

a) Heterofágica: substâncias que entram na célula e são digeridas pelos lisossomos. Ex: fagocitose e pinocitose

b) Autofágica: Os lisossomos digerem estruturas da própria célula. Ex: organelas que perdem sua função e são digeridas ou em casos de subnutrição celular.

(retirado de http://www.cynara.com.br/citologia.htm)


Agora, doenças cardíacas:

  • Infarto: o infarto ou parada cardíaca é causado pela isquemia (falha na oxigenação por entupimento de vasos) de tecidos do sistema cardiovascular. Os mais comuns são o infarto do miocárdio (tecido que cerca e nutre o coração) e o infarto do tecido cerebral, também chamado de AVC (acidente vascular cerebral). O que acontece é que o tecido (no caso o miocárdio) sofre necrose e há falha de oxigenação no órgão (no caso, do coração). Não há tratamento para o infarto, apenas medidas para se evitar a parada. Pontadas no peito e dores de cabeça fortes são indícios do infarto, que demora até 7 horas para se manifestar (tempo suficiente para se evitar a parada). Para se evitar a perda do tecido, podem ser realizados dois tipos de tratamento:
  1. Stent: uma pequena mola é inserida por um catéter na veia/artéria obstruída. Depois da retirada do cateter, a mola se expande, permitindo a passagem de líquido. (à direita, um stent)
  1. Ponte de Safena: a veia obstruída é "substituída" por outra, que faz um canal com a artéria principal, drenando sangue para a região que dependia da veia obstruída. (à esquerda, uma ilustração da ponte de safena.




  • Hipertensão: aumento da pressão sanguínea por motivos genéticos ou comportamentais (stress, alimentação, sedentarismo, predisposição genética aliada ao modo de vida, etc). o tratamento, além de remédios de ação imediata, é a mudança de hábitos para prevenir o aumento súbito de pressão (que pode gerar ataque cardíaco e morte).
Então, de Lasneaux é isso povo. Chico é só fazerem os exercícios das últimas aulas da apostila 1, que são de interação gênica e herança qualitativa e podem ser resolvidos com aplicação de 1ª e 2ª Lei.

Abraços, desculpem a hora e boas provas!

maio 19, 2009

SIstemas Respiratório e Cardiovascular

Para terminar a saga de Biologia, último do Lasneaux, de sistema respiratório e introduzindo sistema cardiovascular, que são sistemas muito ligados entre si (afinal, o segundo está responsável pela distribuição do O2 coletado no primeiro e por colocar pra fora do corpo o CO2, levando dos tecidos para o pulmão e de lá pra fora). Enfim, vamo que vamo.

  • Sistema Respiratório

A obtenção de gás oxigênio, indispensável para a respiração celular e obtenção de energia para o funcionamento do corpo, segue etapas definidas. Do meio, o oxigênio é captado pela inspiração boca/fossas nasais, sendo conduzido pela faringe, desviado pela epiglote (separa fluxo de ar e de comida) para continuar descendo pela laringe (parte da garganta na qual se encontram as pregas/cordas vocais), passando para a traquéia, que sofre bifurcação, caindo em dois brônquios primários, que entram para o pulmão nos brônquios secundários, se subdividindo em vários bronquíolos que desembocam em pequenas bolsas chamadas alvéolos (estruturas menores e bem subdivididas, aumentando área de contato com os tecidos em volta). No alvéolo acontece a passagem do gás oxigênio para o sangue, que passa gás carbônico para o pulmão para ser expelido do corpo ao fim do ciclo (expiração). Às trocas gasosas entre os alvéolos e o sangue, dá-se o nome de hematose.

  1. A hematose é muito prejudicada pelo tabagismo, pois as toxinas do cigarro são capazes de destruir as células dos alvéolos, impedindo as trocas gasosas, podendo causar um enfisema pulmonar (perda gradual da capacidade respiratória - manchas pretas no pulmão: alvéolos degenerados).

Vejamos como se dá a hematose:
  • gás oxigênio: o O2 inspirado se liga à hemoglobina (Hb), formando o composto instável oxiemoglobina, que se desfaz em O2 e Hb quando atinge os tecidos (possibilitando a respiração celular nesses tecidos).
  • gás carbônico: nos tecidos, o CO2 reage com H2O, formando o ácido carbônico (H2CO3). O ácido carbônico, por sua vez, se desfaz em H+ + HCO3- (íon bicarbonato). A presença desses íons torna o sangue mais ácido, abaixando o pH (pH alto = básico; pH baixo = ácido). Quando há a hematose, os alvéolos forçam a reação dos íons, voltando ao ácido carbônico, retirando a parte ácida do sangue e transformando-a, novamente, em CO2 e água. O CO2 é liberado na expiração.
Agora, detalhes dos movimentos respiratórios:
  • Inpiração - com a contração do músculo do diafragma e dos músculos intercostaism a pressão interna interpleural diminui, forçando o ar do meio externo (O2 - alta pressão) a entrar no sistema (ar se desloca da região de alta pressão para a região de baixa pressão). O volume de ar, então, aumenta.
  • Expiração - com o aumento do volume de ar nos pulmões, resultante da inpiração, a pressão interna aumenta. Os músculos intercostais e do diafragma relaxam e o ar (CO2) é expelido.
O ciclo respiratório é a junção de inspiração com expiração. A frequência respiratória é dada pela quantidade de ciclos por certo intervalo de tempo.

O órgão que controla a frequência respiratória é o bulbo raquidiano. Ele é responsável por acelerar ou retardar a frequência em determinadas cirscunstâncias:
  • Aumento da atividade corporal: o aumento da atividade gera um maior gasto energético, que consiste em um nível maior de respiração celular, a qual tem como resultado uma maior liberação de CO2 no sangue (a taxa de H2CO3 fica elevada). Como o pH diminui consideravelmente, o bulbo comanda um aceleração da frequência respiratória objetivando uma maior captação de O2 e expulsão de CO2 para estabilizar o pH do sangue. A essa aceleração da frequência respiratória damos o nome de taquipnéia.
  • Diminuição da atividade corporal: quando estamos dormindo, por exemplo, a quantidade de CO2 reduz consideravelmente (e, consequentemente, a taxa de H2CO3 diminui), causando aumento do pH corporal. Para evitar a expulsão de CO2 e manter uma taxa mais baixa de O2, o bulbo comanda uma redução do ritmo respiratório, chamada de bradipnéia.
Abaixo, um esquema da hematose.


Agora, sistema cardiovascular ou também chamado de circulatório.

  • Sistema Cardiovascular
Responsável pelo transporte de substâncias pelo corpo, o sistema cardiovascular é composto, basicamente, pelo coração, artérias e veias. Vejamos cada um deles:
  1. Artérias: levam o sangue bombeado pelo coração para as diversas áreas do corpo. A pressão arterial é bem alta.
  2. Veias: trazem o sangue para o coração. A pressão 'venal' é bem pequena se comparada à arterial.
  3. Coração: é a bomba do corpo, responsável por bombear o sangue rico em oxigênio que vem do pulmão para o corpo e por puxar o sangue rico em gáscarbônico do corpo para o pulmão (para sofrer hematose).
O coração é um músculo involuntário que não recebe ordens elétricas do cérebro; ele já tem um controle próprio, o que evita problemas se houver panes no sistema nervoso. O controle próprio a que me refiro é o conjunto de nervos (nódulo) localizado ao redor do coração que mantém o batimento constante chamado marca-passo (ou nódulo sino-atrial, acima do átrio direito). A única coisa que o sistema nervoso controla é a aceleração (taquicardia - SNPA simpático) ou desaceleração (bradicardia - SNPA parassimpático) dos batimentos. Falando neles, os batimentos consistem em dois movimentos: a sístole (contração - "empurra" o sangue) e a diástole (relaxamento - "puxa" o sangue).


  • As partes do coração:
  1. Átrios: câmaras de entrada, por onde chega o sangue. O átrio direito recebe o sangue venoso (rico em CO2) do corpo (trazido pelas veias cavas); o átrio esquerdo recebe o sangue arterial (rico em O2) que vem do pulmão.
  2. Ventrículos: câmaras de saída, por onde o sangue é bombeado. O ventrículo direito bombeia o sangue venal recém-chegado do corpo para o pulmão pela artéria pulmonar; o ventrículo esquerdo bombeia o sangue arterial para o corpo pela artéria Aorta (que é subdividida em outras artérias como a coronária).

  • As circulações
Nos seres humanos, temos circulação dupla, o que significa que o sangue passa por dois ciclos no corpo: um ciclo menor (pequena circulação) e outro maior (grande circulação).
  1. Pequena circulação (20% do sangue, pressão alta): o sangue venoso é bombeado do ventrículo direito para a artéria pulmonar, que leva o sangue para o pulmão, aonde ele passa pelos processos de hematose e volta, rico em oxigênio, pelas veias pulmonares para o átrio esquerdo.
  2. Grande circulação (80% do sangue, pressão baixa): vem do átrio esquerdo o sangue que, rico em O2, é bombeado pelo ventrículo esquerdo para a artéria aorta e suas ramificações, que irrigam os tecidos, aonde ocorre a hematose (O2 passa para os tecidos e CO2 passa para o sangue). O sangue volta, então, rico em CO2, pelas veias cavas até o átrio direito.

Cuidado ao diferenciar os tipos de sangue:
  1. Sangue venoso: rico em CO2 e pobre em O2. Não é necessariamente carregado por veias (exemplo: a artéria pulmonar carrega sangue venoso do coração ao pulmão).
  2. Sangue arterial: rico em O2 e pobre em CO2. Não é necessariamente conduzido por artérias (exemplo: as veias pulmonares carregam sangue arterial dos pulmões ao coração).
Percurso do sangue: Coração - artérias - arteríolas - capilares - vênulas - veias (a pressão diminui durante o processo devido ao bombeamento do sangue e às espessuras dos vasos).


É isso, galera. Resumos para quarta encerrados. Aula de revisão no Galois da 902, no prédio azul, 1º andar, sala do 1º E, à partir das 14h.

Erros, dúvidas - comentem.

Abraços,
Félix.

Visão

Começando a matéria do Lasneaux da Segunda Etapa e terminando a parte de sentidos humanos, temos a visão. A visão é a captação e a interpretação de imagens através da incidência de luz no órgão fotorreceptor, que é o olho. O olho humano se assemelha a uma câmera fotográfica, com estruturas de funções semelhantes (entrada de luz, "filme", etc.). A estrutura do olho é a seguinte:
  • Externamente:
  1. Esclera: parte branca e periférica do olho que dá sustentação (composição: colágeno).
  2. Íris: área limitante entre pupila e esclera.
  3. Pupila: é a região de abertura da íris por onde entra a luz; de acordo com a quantidade de luz no ambiente, a pupila se contrái ou dilata de modo a captar mais ou menos luz (quem regula a contração é o Sistema Nervoso Periférico Autônomo, ou seja, é involuntário). A pupila é mais escura para dar mais nitidez à imagem formada.
    • Internamente:
  1. A: Esclera
  2. B: Córnea – extensão (avascular e sem organelas) da esclera; separa o meio da região de captação de luz (E, G, H e I).
  3. C: Coróide – parede interna vascularizada do olho, responsável pela nutrição e oxigenação das demais partes (além de bem pigmentada, o que aumenta ainda mais a nitidez da imagem formada).
  4. D: retina – região dos fotorreceptores. Os receptores podem ser do tipo cone (percebe cores – luz forte) ou bastonete (percebe movimento – luz fraca). É tricromática, percebendo os seguintes comprimentos de onda (regiões de pico: azul, verde e vermelho):











  1. E: Humor aquoso: parte líquida protetora do cristalino e responsável pela refração da luz (mudança de meio – mudança de velocidade).
  2. F: Humor vítreo: parte líquida refringente (responsável pela refração dos raios convergidos pelo cristalino).
  3. G: Cristalino: lente convergente de foco variável – forma imagem menor, invertida e real em relação a seu objeto.
  4. H: Músculo ciliar: ajusta a espessura do cristalino, mudando seu foco.
  5. I: Íris: parte colorida do olho (pessoas de olhos claros tendem a absorver menos luz, pois esta reflete mais – em teoria).
  6. J: Nervo óptico (ótico): responsável por mandar a imagem captada para o cérebro, que processa a informação visual.

O caminho da luz então é o seguinte: passa pela córnea, sofre refração pelo humor aquoso, é convergida pela lente do cristalino para o humor vítreo, que conduz (refrata) os raios para a retina, que transporta a imagem formada na forma de impulso elétrico para o nervo ótico, que leva o impulso para o cérebro, aonde a imagem é interpretada.




Quando há problema em alguma dessas etapas da luz, ocorre um distúrbio na visão. Os principais são:

  • Miopia: a imagem se forma antes da retina, graças a uma deformação ou alongamento no globo ocular ou no cristalino, de tal maneira que se deve usar uma lente divergente para que a luz chegue mais longe, atingindo a retina. (Só lembrar daquela maravilhosa piada: "Por quê míope não vai ao zoológico? Porque ele usa lente di-ver-gente!" ¬¬)
  • Hipermetropia: a imagem se forma depois da retina, novamente graças a alguma deformação ou achatamento do globo ocular ou no cristalino, gerando mudança de foco. A correção é o uso de lente convergente, de tal maneira a antecipar a formação das imagens.
  • Astigmatismo: agora o problema não é no lugar de convergência dos raios ,mas sim de chegada na retina: o astigmata forma várias imagens, resultando em borrões. Isso ocorre porque a córnea dos astigmatas tem uma curvatura anormal, desviando os raios de maneira irregular. A correção é por lentes cilíndricas, que tentam amainar os acidentes da córnea.
  • Presbiopia, comumente chamada de "vista cansada": atinge a população a partir dos 40 anos. Acontece que, assim como todos os músculos do corpo, com a idade, tendem a ficar mais rígidos (menos elásticos) e, seguindo a tendência, os músculos ciliares também começam a endurecer, não sendo mais capazes de fazer a alteração constante do foco do cristalino.
  • Daltonismo: problema dos cones, que não conseguem distinguir certas faixas de comprimento de ondas, confundindo cores.
  • Catarata: por infecção ou idade, o cristalino começa a ficar opaco, barrando parte da luz. Com o tempo, vai ficando mais grave, levando à cegueira. A correção é feita por uma cirurgia (laser).

Com isso, encerramos visão e sentidos. Próximo resumo, Sistemas Respiratório e Cardiovascular.

Erros e/ou dúvidas, comentem. Respondo assim que ler os comentários.

Abraços,

Félix.

maio 16, 2009

Aulas do Lasneaux

As aulas de Sistema Respiratório e Sistema Cardiovascular do professor Marcello estão disponíveis ao clicar na imagem abaixo...





Os arquivos de Biologia estão todos aí. Qualquer erro, só me avisar por comentário que eu arrumo. Resumos vão sair. Não garanto datas, mas vão sair. Abraços,
Félix.


março 23, 2009

Errata

ERROS NO RESUMO DO LASNEAUX:
  1. Edemas não são inflamações no pulmão - são inchações. A água trazida pelo sangue é acumulada quando se intensifica a circulação pulmonar.
  2. A substância pirogênica não é produzida pelo corpo, e sim pelo organismo infectante, que as produz - o hipotálamo reconhece a substância pirogênica e regula a temperatura corporal para algo em torno de 38, 39ºC. Daí o calafrio da febre (o corpo ainda está em 36º mas reconhece que a temperatura ideal é 38º, por exemplo).
  3. Eu disse, no resumo, que os receptores do equilíbrio são os PROTOCEPTORES. Devia estar bêbado! O nome correto é PROPRIOCEPTORES.

Tem alguns erros nos outros resumos também, como inadequação às novas regras gramaticais/ortográficas e erros de concordância. Mas isso dá pra relevar, eu acho. Só esses 3 acima que é bom saber!

Abraços, desculpem os erros!

Boas provas,

Félix.

Fisiologia Humana I

A matéria do Lasneaux, Fisiologia, começa com o conceito de Homeostase. Assim como tudo na natureza, os organismos vivos buscam sempre um equilíbrio interno (existem variáveis que precisam sempre ser mantidas: temperatura, nível de O2, H2O, pH, glicose, etc). Essa manutenção da constância interna é chamada de Homeostase.

A fim de auxiliar na homeostase, o organismo se utilliza de mecanismos de manutenção. São eles: a excreção (pôr para fora os excessos), a alimentação (pôr pra dentro o que falta), os hormônios (regulação de fatores estruturais) e fatores comportamentais (tais como proteger-se do frio, tomar banho frio no calor, etc). Exemplos de manutenção interna:

  • Ritmo/ciclos Circadianos (duram 24h): nas passagens do período de sono e de vigília (período 'acordado'), existe um mecanismo de regulação da atividade metabólica que se baseia na ausência/presença de luz. O processo se dá da seguinte maneira: quando o organismo reconhece a presença de luz no ambiente, uma glândula (a glândula pineal) inibe a produção do hormônio melatonina. Com o nível de melatonina baixo, o cérebro acelera o funcionamento to metabolismo para o período de vigília (isso se mantém no período em que há presença de luz). Quando há ausência de luz, a glândula pineal aumenta a produção de melatonina, informando ao cérebro que as funções metabólicas devem ser reduzidas para o período de sono (daí chamar a melatonina de hormônio do sono).
  • Vida em grandes altitudes (acima de 2.800 metros): nessas condições, a taxa de oxigênio do meio é bem reduzida, o que leva o corpo a tomar medidas de curto, médio e longo prazo para tentar aumentar a capacidade de captação de O2. A curto prazo, a medida tomada pelo corpo é o aumento da frequência cardíaca (taquicardia), aumentando a velocidade da circulação de sangue e, consequentemente, de O2. A médio prazo, a circulação pulmonar aumenta, com o objetivo de melhor aproveitar o O2 que passa pelos pulmões (com o aumento dessa circulação, existe o risco de se formarem edemas pulmonares – inflamações no pulmão). A longo prazo, o organismo começa a produzir mais hemoglobina (molécula transportadora de O2 no sangue). Muitos atletas usam desse método para tentar aumentar a capacidade respiratória antes de competições importantes – doping natural.


Homeostase – Controle Térmico

Dentre os animais existem aqueles que mantém sua temperatura balanceada com a do meio (animais exotérmicos, ectotérmicos ou pecilotérmicos) e aqueles que mantém sua temperatura corporal a um nível constante, independente das mudanças do meio (endotérmicos ou homeotérmicos).

Animal x Controle Térmico

Fonte de Calor

Metabolismo

Exemplos

Endotérmico

CORPO

ALTO

AVES E MAMÍFEROS

Exotérmico

MEIO EXTERNO

BAIXO

OUTROS

(répteis, anfíbios, peixes...)


O Controle Térmico (termorregulação – manter a temp. interna em +-36ºC) no homem ocorre em três zonas de temperatura ambiente:

  • Até 27ºC : FRIO. Os mecanismos de termorregulação são o tremor (aumenta a movimentação dos músculos, gerando calor), o arrepio (cria uma fina camada de ar entre os pêlos – o ar é isolante térmico, evitando a perda de calor) e a vasoconstrição periférica (as veias e artérias periféricas se contraem, evitando a área de perda de calor do sangue para o meio).
  • De 27ºC a 31ºC: não há termorregulação.
  • Mais que 31ºC: CALOR. Mecanismos: sudorese (a água do suor expele calor para fora do corpo) e vasodilatação periférica (veias e artérias periféricas se dilatam para facilitar a perda de calor do sangue para o meio – pele fica mais avermelhada).


Caso os mecanismos de termorregulação não sejam eficazes para manter a temperatura interna constante, podem ocorrer distúrbios, como a Hipotermia e a Hipertermia:

  • Hipotermia: temperatura do corpo abaixo dos 36ºC. Pode ser causada pela queda da temperatura do ambiente, pela baixa atividade de certos hormônios e por medicamentos. Retarda a circulação sanguínea e pode levar à parada cardíaca.
  • Hipertermia: temperatura do corpo acima dos 36ºC. Pode ser causada por um aumento da temperatura ambiente, por drogas (estimulantes como ecstasy, cocaína e anfetamina). Pode causar convulsões, desidratação e febre, entre outros.

Obs: a febre é uma reação do sistema imunológico a infecções. O mecanismo é o seguinte: o organismo reconhece a infecção e manda uma substância pirogênica (piro = fogo, calor) ao hipotálamo (regulador térmico), que aumenta a temperatura corporal com o objetivo de aumentar a ação do sistema imunológico e a defesa do corpo. A febre acontece em fases. A primeira fase é o calafrio (como o hipotálamo regula a temperatura ideal do corpo para mais que 36ºC e o corpo ainda está em 36ºC, a sensação é de frio repentino até que o corpo aumente a temperatura. Aí começa a fase da febre propriamente dita. Depois que o sistema imunológico já agiu contra a infecção vem a fase final: o suor, que é o mecanismo de esfriamento do corpo, que o hipotálamo novamente regula para 36ºC.




Fisiologia Humana – Sentidos

Automaticamente associamos os sentidos aos cinco sentidos básicos, mas na verdade são bem mais (não, Ana Bia, não conta o "Sensor-Aranha"). Visão, olfato, audição, paladar e tato são apenas os mais básicos e mais perceptíveis; equilíbrio, pressão e dor, por exemplo, também são sentidos. Mas o que especificamente são os sentidos? São setores do organismo que, juntamente com o cérebro (que interpreta as sensações), captam estímulos e os transformam em informações. Os responsáveis por captar esses estímulos são os receptores. Receptores nada mais são que terminações nervosas especializadas que captam e transmitem os estímulos do meio para o cérebro. Podem ser caracterizados como:

  • Interorreceptores: captam estímulos internos (pressão sanguínea, pH, etc).
  • Exterorreceptores: captam estímulos externos (luz, odores, etc).
  • Mecanorreceptores: captam estímulos mecânicos – movimento (tato, audição, equilíbrio).
  • Quimiorreceptores: estímulos químicos (olfato, paladar).
  • Fotorreceptores: estímulos visuais – ausência/presença de luz (visão).
  • Termorreceptores: estímulos térmicos – variação de temperatura (tato).
  • Nociceptores: estímulos nocivos ao organismo (dor).

Sistema sensorial: ESTÍMULO captado pelo RECEPTOR, enviado em forma de SINAL ELÉTRICO pelos NERVOS para o SISTEMA NERVOSO CENTRAL (em especial o cérebro).

  • Sinestesia: "confusão" de sentidos. Por exemplo: o gosto de uma comida (mistura do olfato e do paladar para formar o estímulo como um todo); super-dotados (ou loucos mesmo) que enxergam cada número/fórmula de uma cor; etc.

Vejamos agora os sentidos em si:

  • Equilíbrio: mecanorreceptores específicos chamados protoceptores (encontrados na pele, nos tendões, nas articulações, nos músculos) são acionados por alterações de movimento, posição, velocidade e direção. Essas alterações são balanceadas pelo SNC (Sist, Nervoso Central), que aciona os músculos, os ossos, os tendões, etc. para manter o equilíbrio do corpo.
  • Olfato: quimiorreceptores nas fossas nasais (bulbo olfatório) captam alterações de concentrações químicas no ar e mandam, pelo nervo olfatório, ao cérebro (que, no homem, consegue distinguir cerca de 350 "cheiros").
  • Paladar: quimiorreceptores nas papilas gustatórias (ou gustativas) reconhecem a composição química do alimento,: ; informando ao cérebro, que junta com o cheiro do alimento e dá o sabor. A língua, diferentemente do que acreditava-se, não tem um mapa de sabores. O que ocorre é que os receptores de doce, amargo, azedo e salgado se encontram espalhados de maneira não uniforme pela língua.
  • Tato: conjunto de sensações cutâneas (da pele), tais como dor, pressão e temperatura. Existem receptores para cada tipo de estímulo:

    - Meisner (pressão leve – mecanorreceptor);

    - Vater-Pacini (pressão forte – mecanorreceptor);

    - Ruffini (calor – termorreceptor);

    - Krause (frio – termorreceptor);

    - Terminação livre (dor – nociceptor).

  • Audição: ocorre pela recepção de ondas mecânicas na orelha interna.

A orelha (ou ouvido) é dividida em 3 áreas:

  1. Orelha Externa: pavilhão auditivo e canal auditivo.
  2. Orelha Média: membrana timpânica (tímpano), sequência dos ossículos (alavancas – ampliam as ondas) martelo, bigorna e estribo e a tuba auditiva (ou trompa de Eustáquio – responsável por equalizar a pressão na membrana do tímpano através do controle da entrada de ar – ligação com a faringe).
  3. Orelha interna: canais circulares com líquido e sensores de vibração que captam a frequência das ondas sonoras e transportam-nas pelo nervo auditivo ao cérebro.

Creio que a matéria é só até aí. Algumas salas ele deu visão, na minha ele só deu até Orelha Média.

Plantão de dúvidas- estarei ministrando (ó que chique!) no prédio azul durante a tarde de segunda-feira. Qualquer coisa, me procurem ou comentem aqui pelo blog mesmo.

Abraços,

Félix.